17 de jun de 2011

NA BRIGA COM O PASSADO FUI ARMADA DE CHOCOLATE

Sabe quando o passado bate a sua porta sem ser convidado e vem trazendo sentimentos que foram não apenas enterrados, mas soterrados no passado? Quando vim para a Zona Sul há quatro anos deixei muita coisa para trás. Deixei amigos, família e uma pessoa em especial.  Assim que cheguei aqui, tudo que havia antes me pareceu sem sentido.  Esqueci. Deixei o tempo passar sem lembrar por um instante nesse passado. Achei que esquecer tornaria cada segundo de vida miserável, indolor.

Eu estava enganada. Não contava que num determinado momento fosse esbarrar nesse passado e que vários sentimentos enforcados e estraçalhados ressurgissem assim. Do nada. Tornando um velho homem do mar (nesse caso velha), um poço de dúvidas. Não que eu queira voltar o tempo. Não há nada a ser revisto. Queria apenas saber o que teria sido. Quais e quantos momentos inesquecíveis eu teria perdido? Estou sendo punida pela minha imaginação.

Meus amigos perceberam. Grande Oráculo, Miss Ressaquinha, Miss Artista, Mister Mago, Mister Money e Mister Braço, ontem foram os melhores amigos do mundo e fizeram uma festa para nós chamada: “Tomar no cú a porra do se!”  - Foi ótimo. Além da cascata de chocolate que foi devorada com a boca, muitas e muitas garrafas de “Gentleman Jack”. Até de manhã, o velho vinil da Janis estourava os nossos tímpanos. Em nenhum lugar do mundo, alguém teve uma manhã tão linda quanto a nossa.

Foi quando percebi que todas as respostas não estavam no passado, mas no presente. Chegamos até aqui. Certo? Então, somos todos. Você, eu, todos, sobreviventes e exploradores da vida. Sinto muito que tenha sido assim. Só hoje entendo. Talvez um pouco tarde demais. Enfim... Era pra ser assim. Talvez o presente seja passado, o passado seja o futuro e o que se achava que era futuro virou passado. Sei lá! A merda do pensamento de uma ariana, alcoólatra e devoradora de histórias. Um “maluco beleza”, trabalhando e vivendo no melhor lugar do mundo. Bar Bukowski: abrigando malucos, duros e sonhadores desde 1997.

De ressaca (graças aos meus grandes amigos),
Miss Janis.  

9 de jun de 2011

ERAM APENAS TRÊS DIAS, MAS A SORTE CHEGOU



Como vocês sabem fui para Foz do Iguaçu, Argentina e Paraguai para jogar. Fomos Mister Braço, Grande Oráculo, Baronesa e eu. Fomos na quinta e voltaríamos no domingo. Viagem rápida. Nada que mudasse o rumo natural das coisas. Até que numa última aposta eu ganhei uma bolada e achei por bem ficar e conhecer melhor os lugares. A melhor coisa que fiz nos últimos tempos.

Não posso contar tudo. Porque como vocês bem sabem, temos mãe, namoradas e namorados, pessoas que também lêem esse blog e que não gostariam de saber a verdade (rsrs). É mentira. Comportamo-nos como anjos.  Mamãe até teria orgulho (hehehe).

Chegamos às 2h e seguimos direto para o cassino. Depois passamos numa boate para tomar umas “saideiras” com moças de família. Pessoas ótimas que nos receberam muito bem. No segundo dia, fomos para o Cassino e para nossa loucura e diversão, ganhei uma bolada. Eu estou falando de uma bolada mesmo. Dinheiro que nunca tive nas mãos. Dinheiro. Muito dinheiro. No terceiro dia ao ver as cataratas sabia que ainda não era hora de voltar. Com vinte dias de férias para tirar decidi: era hora de invadir aquelas terras. Por isso, depois de me despedir do grupo, parti sozinho, rumo às terras argentinas e paraguaias.

Conclusões: a Argentina é linda. O interior então, extremamente acolhedor. E sinceramente, hoje sou uma apoiadora declarada dos Cassinos. Gostei, “hermanos”. Já o Paraguai, para comprar muamba é ótimo. Inclusive uns isqueiros gigantes que explodem ao serem tacados no chão (rsrsrs). Consegui finalmente o barbecue da Jack Daniel’s, mas a pobreza é tamanha. É possível ver num mesmo lugar luxo e miséria. Crianças agarradas em restos de embalagens do McDonald´s. Lojas luxuosas que ao sair delas é possível ver sujeira espalhada por todo canto. Ninguém deveria viver assim. No mais, a viagem foi muito boa. Quero voltar à Argentina, mas dessa vez de moto.

Antes de me despedir, preciso contar a história do Mister Braço. Ele estava saindo de Foz do Iguaçu quando foi barrado pela alfândega. Um policial baixinho e cara de mau pediu que ele abrisse a mala. Ao abri uma quantidade bizarra de produtos usados por “malhadores” preguiçosos. Depois de serem apreendidos os produtos, Mister Braço teve o nome fichado como possível contrabandista de anabolizantes (hahahaha). Sensacional. Vai malhar, Mister Braço!

Abraços,
Miss J.